A balofa solenidade académica, ainda ressumando a atavismos de batina e canelão, acharolou-se e paramentou-se para receber a fina-flor do populismo va-nu-pieds brasileiro, numa mútua comunhão de desvelos alimentada por uma mercenária ânsia de legitimação, de uma parte, e por um incontido apetite para o óbolo mediático e para o patrocínio político, da outra parte.
Borlados, capelados, agitados, os íncolas da Lusa Atenas não se continham no júbilo, e o sorriso afivelado em todos parecia até ameaçar a severa solenidade da ocasião, ameaçava fazer descambar o Canticorum em forró, com os bedéis em abre-alas e os archeiros em passistas.
O LULA É NOSSO
Abril 4, 2011 por controleiro