Feeds:
Artigos
Comentários

Sobre a GORDURA: No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e  nos EUA; em compensação, na França consomem-se muitas gorduras e, mesmo assim, o  índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos  EUA;

Sobre o VINHO: Na Índia, bebe-se pouco  vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos  EUA; Em compensação, na Espanha bebe-se muito vinho tinto e o índice de ataques  cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o SEXO: Na Argélia,  phode-se muito pouco e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; Em compensação, em Portugal phode-se muuuuuito e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;


Moral da história: Bebe, come e phode sem parar, pois o que mata é falar inglês!

Regressei do Brasil, cansado mas de baterias carregadas em matéria de optimismo, rodeado que andei com os descendentes de um povo português de fibra e de ânimo que um dia se transferiu da Europa para paragens mais luminosas, mas desafiadoras, mais livres. Sinto orgulho por esta gente que vive agora mais próspera e com maior sofisticação cultural (em vários sentidos da palavra, exceptuando apenas o saudosista) do que aquela que nos é acessível. Trabalharam, conseguiram, perseveram, e Deus os guarde por muito tempo da decadência em que caíram os que ficaram pela Europa. No Brasil não se discutem valores porque não há tempo a perder; aqui não se fazem concessões morais porque sai muito caro transigir com a decência; aqui vive-se com a intensidade e a nitidez de quem tem projectos e anseia pelo futuro.
Muitos chegam aqui e ocorre-lhes pensar que isto já foi Portugal. Eu cada vez mais me lembro de que nós já fomos o Brasil.

AUSTERIDADE

Enquanto houver coisas destas a 30 km de Lisboa, a austeridade limitar-se-á àquilo que depende de dinheiro. Menos mal.

Algures no mundo ainda há quem queira viver pelo espírito, há quem se perca no jardim epicurista da perfeição interior. Ainda há quem aposte numa vida bem examinada, numa vida de elevação, numa vida que faz sentido.
Tudo isso podia estar tão próximo; e, no entanto, tudo isso soa tão distante…

O LULA É NOSSO

A balofa solenidade académica, ainda ressumando a atavismos de batina e canelão, acharolou-se e paramentou-se para receber a fina-flor do populismo va-nu-pieds brasileiro, numa mútua comunhão de desvelos alimentada por uma mercenária ânsia de legitimação, de uma parte, e por um incontido apetite para o óbolo mediático e para o patrocínio político, da outra parte.
Borlados, capelados, agitados, os íncolas da Lusa Atenas não se continham no júbilo, e o sorriso afivelado em todos parecia até ameaçar a severa solenidade da ocasião, ameaçava fazer descambar o Canticorum em forró, com os bedéis em abre-alas e os archeiros em passistas.

Há três meses, ninguém poderia imaginar a magnitude da revolução que varre o mundo árabe. Como a lavagem das escadarias do Bonfim, está arrastando ditaduras e suas elites para os livros de história. Imprevisível, doida varrida, a revolução já derrubou os ditadores Ben Ali, na Tunísia, e Hosni Mubarak, no Egito. Tiranos que, até pouco tempo, eram tidos por sólidos como rocha. Neste instante, uma multidão luta com gritos e pedras contra as ditaduras no Bahrein, na Líbia, no Iêmen, na Argélia. Tumultos também afloraram no sul do Iraque pós-ocupação americana, e no Irã teocrático.

A revolução chamejou como faísca na gasolina, e lançou um espectro a assombrar regimes autoritários, do Magreb à China, passando pelos governos xenófobos da Europa, pródigos em reprimir e humilhar os imigrantes. Se o pavor da classe dominante ante a revolução haitiana (1804) condicionou a história do século 19; e ante a revolução russa (1917), a do 20; quem sabe a revolução árabe (2011) não seja o evento fundante das lutas deste século.

No entanto, não faltam analistas de primeira hora, a enquadrar essa revolução sem precedentes nos seus esquemas e teorias de plantão. Em vez de tentar entender a singularidade do movimento, disputam entre si quem será o primeiro a dar-lhe a última palavra.

Por um lado, comentadores mais à direita resmungam que a revolução acabará mal. Sem alternativa organizada, o futuro da revolução estaria nas mãos dos fundamentalistas islâmicos. A Fraternidade Muçulmana, conectada ao Irã e à al-Qaeda, seria a única vanguarda ativa. Portanto, a médio prazo, o único grupo capaz de suceder as ditaduras depostas. Profetizam o retrocesso em direitos humanos e em igualdade de gênero, bem como o fortalecimento do “terrorismo” (sic). Para eles, os muçulmanos não estariam preparados para a democracia e o islamismo teria uma tendência intrínseca e historicamente comprovada ao homem-bomba. E concluem com um falso problema: melhor uma ditadura laica “ocidentalizada”, do que uma teocracia à moda aiatolá.

Por outro lado, analistas de uma esquerda nacional, herdeira do jacobinismo do século 19, igualmente antecipam o fracasso da revolução. Adotam a mesma razão em essência: ausência de vanguarda organizada. Por não haver um partido e um programa de esquerda como fios condutores, os revoltosos não teriam como resistir à contrarrevolução. Sem “mudança estrutural”, as vitórias conquistadas paulatinamente seriam diluídas, e o regime recomporia as suas bases aos bocadinhos. Muda-se tudo para não mudar nada: as novas elites e seus representantes maquiariam reformas, e o sistema de exploração enfim persistiria. O putsch militar no Egito seria sinal desse anticlímax.

Ambos os modos de analisar o tumulto falham. Escapa-lhes o mais importante: a materialidade das lutas em análise. Idealistas, vêm com modelos prontos, em vez de pinçar as relações de força e dinâmicas materiais que aconteceram. Não é que a revolução tenha ocorrido sem organização partidária ou militante coesa. É que ela só poderia ter acontecido assim, tanto que aconteceu. Que dificuldade em atribuir realidade aos acontecimentos como tais!

As pessoas que escrevem de dentro do turbilhão — quer da mídia infiltrada (al-Jazeera, Robert Fisk), quer de árabes engajados na luta (como o sociólogo Mohamed Bamyeh) — concordam que essa revolução se fez e se faz um dia após o outro. Ao deparar-se com desafios e ameaças, encara-as a sua maneira, sem receitas do que fazer, livros messiânicos ou diretivas de comitês centrais. Não houve complô de seitas iluminadas, fundamentalistas ou socialistas — e foi isso que asssegurou a potência do acontecimento.

Ora, com que peripécia os analistas podem apontar fraqueza no que, precisamente, tem sido a força da revolução? por vários motivos.

Em primeiro lugar, não acreditam na multidão. Em parte, porque estão cegos à inovação, ao que de singular pulsa no Magreb e Oriente Médio. Não conseguem explicar como os revolucionários se organizam e lutam, o seu corpo político que dispensa ideologia ou bandeira unificada. Confundem formas transversais de organização com anarquia; governo imanente da multidão com desgoverno das massas. Não enxergam que o saber revolucionário circula de boca em boca, alimenta-se da prática concreta, difunde-se nas redes sociais. Uma sabedoria inacabada e imperfeita, mas concreta. Os árabes aprenderam muitas coisas e não à toa, a Praça Tahir, enquanto experiência, se repita noutros lugares (a Praça Pérola, no Bahrein). Porém, isso não cabe no noticiário, monopolizado por comentários sobre efeitos de superfície (geopolítica), com honrosas exceções (TV al-Jazeera).

Em segundo, supervalorizam o poder. Cacoete de ler os acontecimentos com os olhos dos vencedores, isto é, por meio da História. Assim, examinado sob a espécie do poder, pensam que o exército egípcio “deixou” a revolução acontecer. Quando, na realidade, o exército foi feito refém da multidão. E findou carreado pelo processo constituinte, inclusive amalgamando-se a ele. Se, agora, o alto comando encetar algum 9 Termidor, a Praça Tahir está preparada para ser ocupada uma vez mais e mostrar à evidência quem manda.

Uma revolução impacta o modo de sentir das pessoas. O medo muda de lado e elas passam a perceber a fragilidade do poder. Menos que planos mirabolantes, a revolução é “sopro que abre brechas nos muros”. Basta as pessoas se determinarem a não mais participar, que a panóplia de autoridades e interditos colapsa em questão de dias. Aí as ruas se inundam de revolta e ódio, mas também de carnaval e amor. O porvir se abre, cada dia se torna uma aventura, as pessoas se amam com mais cupidez. Carpe diem político. Essa proliferação de afetos contagia as multidões noutros lugares e noutros tempos, retraduzindo os eventos em sua própria língua — somos todos egípcios!

As formas de organização, o saber-fazer da luta, a sensibilidade revolucionária, nada disso se perde. A História se fecha às lutas, mas não a memória e o sonho. Com efeito, o tumulto revolucionário irrompe da história e mesmo contra ela. A revolução liberta as pessoas da linha histórica, da mesmice, da narrativa do poder. Desata-as de um passado e um futuro pré-definidos de fora, e instala-as como produtoras de seu tempo, um novo tempo.

Haiti 1804, Rússia 1917, Egito 2011: a mesma luta, sempre diferente. Daí o erro dos ranzinzas ao praguejar que, “como das outras vezes”, tudo vai terminar mal. Erram ao retroagir um juízo de valor histórico, que encerra a revolução no passado: traída, malograda, nociva. O erro está em exigir da revolução uma finalidade, um fim da História, quando ela exprime, justamente, a recusa de qualquer limite. Para o historiador das paixões tristes, nada nunca muda. Mas se nada pode acontecer, o palco está entregue à paz dos vencedores, ou seja, ao status quo.

Por tudo isso, o filósofo Gilles Deleuze advertia em não confundir o futuro da revolução com o devir revolucionário. Pouco importa o futuro, pois a verdadeira metamorfose se dá e já se deu. A percepção mudou. Nenhuma revolução genuína discute o futuro, mas sim o recomeço aqui e agora. Quando passa a discutir o futuro, se fecha como constituinte, e cede a vez aos usurpadores que governarão em seu nome.

É preciso ignorar os discursos lamurientos, à direita ou à esquerda, e também os pomposos (wishful thinking), e tentar aprender com os árabes. Apreender a sua face poética, demiúrgica, a sua fagulha raivosa e seu grande amor. Somos privilegiados. Ela potencializa os corpos e encadeia os pensamentos, que surgem espessos do frágil fio do cotidiano. Temos diante de nós uma revolução de verdade.

TRANCENDÊNCIAS

“Confrontados (…) com o não-linguístico, perdemos a capacidade de transcender a contingência e a dor através da apropriação e da transformação, e ficamos apenas com a capacidade de reconhecer a contingência e a dor. A vitória final da poesia na sua imemorial querela com a filosofia (…) consistiria na resignação à ideia de que este é o único tipo de poder sobre o mundo que podemos esperar ter. Porque essa seria a suprema renúncia à convicção de que, no «mundo lá fora», há uma verdade a ser descoberta, e não apenas poder e dor.” – Richard Rorty, Contingency, Irony, and Solidarity (1999), 40.

“A segunda visão, ao contrário, realça o meu valor, como inteligência, pela minha personalidade, à qual a lei moral revela uma vida independente da animalidade, e mesmo de todo o mundo sensível, ao menos na medida em que se pode inferir da determinação conforme fins que essa lei confere à minha existência, e que não se confina às condições e limites desta vida, antes se estende até ao infinito.”

Immanuel Kant, Crítica da Razão Prática, AK, V, 162

NATAL EM DEZEMBRO?

Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro? Será que os primeiros apóstolos que foram ensinados pessoalmente por Jesus, alguma vez celebraram o nascimento do “menino” Jesus? Será que eles o comemoravam no dia 25 de dezembro? Ou em qualquer outro dia? Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também? sabe porquê? E os símbolos do natal, conhece a origem deles? Do “Pai Natal”, da “Árvore”, das “Luzes”, da troca de “Presentes”? Vamos então aos factos!

I – O SIGNIFICADO DE “NATAL”
A palavra “Natal” – tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus. Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Consulte, por exemplo: a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; c) Enciclopédia Americana, edição 1944. É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

II – A DATA DO NASCIMENTO DE JESUS
Com certeza, Jesus não nasceu em 25 de dezembro! Pelo exame da Palavra de Deus sabemos que Jesus não nasceu em dezembro! Lucas 2:8 diz: “Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam os seus rebanhos, durante as vigílias da noite.” Dezembro é tempo de inverno. Costuma chover e nevar na região da Palestina ( Confira na Bíblia em Cantares de Salomão 2:11 – Esdras 10:9-13 ). Conseqüentemente, os pastores não poderiam permanecer ao ar livre nos campos durante as vigílias da noite. Naquela região, as primeiras chuvas costumam chegar nos meses de outubro e novembro. Durante o inverno os pastores recolhem e guardam as ovelhas no aprisco… Eles só permanecem guardando as ovelhas ao ar livre durante o verão! Com certeza, o nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando nenhum rebanho estava no campo! A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. O mais plausível é que tenha sido no começo do outono – provavelmente em setembro, aproximadamente seis meses depois da Páscoa.

III – A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBRO
Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

UM GAJO DE TOMATES

O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, foi detido esta terça-feira pela Polícia Metropolitana de Londres, depois de os seus advogados terem entrado em contacto com as autoridades inglesas para acordar um encontro voluntário de Assange com a polícia. Na entrevista junta, o homem que sabia demais pergunta-se como é que, por carolice, um pequeno grupo de activistas tem acesso à informação que teve e divulgou e o jornalismo profissional, que vive disso e emprega imensa gente, nunca o fez. “É porque estão a prestar um mau serviço.”, disse. Hoje, entregou-se voluntariamente e foi preso. Sabia que seria detido, mais cedo ou mais tarde. Foi inteligente também nisto. A informação é dominada e completamente controlada. Comprovou-o. A sua mensagem passou. Agora, faz-se prender. Queriam calá-lo, fez-se calar. Prenderam o homem de tomates que sabia too much.

Mensagens Antigas »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.